"Navegue por seus sonhos, mas tenha um porto seguro. Finque suas raízes em solo fértil que lhe garanta bons frutos no futuro." - G. Nobio.

12 de fevereiro de 2012

Explode Coração

Embora o homem tenha partido para morar junto ao Senhor nas Alturas, a obra permanece viva na memória dos carnais e sendo assim... o imortal Gonzaguinha "é" um dos compositores mais profundos da música popular brasileira; um homem que cantava o sentimento puro, a dor, o sofrimento, o amor, a labuta, a emoção à flor da pele.

O príncipe com cara de operário - que construía suas canções à base de lágrimas, suor e sangue - era filho do Rei do Baião Luiz Gonzaga, artista que modernizou um ritmo tipicamente rural e acabou conquistando grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo entre as décadas de 1970 e 80.

Do pai nordestino herdou o talento musical e também foi influenciado pela malandragem do samba carioca bebendo na fonte do lugar onde foi criado: Morro de São Carlos (bairro do Estácio - R.J.). L.G. Jr. é autor e intérprete de clássicos atemporais como E Vamos À Luta - homenagem ao digno cidadão brasileiro que não foge da raia e segura o rojão - e A Cidade Contra O Crime - crônica do cotidiano violento narrada com senso de humor -, letras emblemáticas de uma época em que a televisão frequentemente exibia programas especiais privilegiando importantes músicos e cantores do cancioneiro verde-amarelo.

Em 1981 foi ao ar pela TV Globo o especial Luiz Gonzaga do Nascimento Junior - da Série Grandes Nomes, dirigida por Daniel Filho e produzida por Guto Graça Mello -, na gravação histórica, Gonzaguinha interpreta 20 músicas, das quais 18 foram escritas por ele e tê arranjos feitos por Jota Moraes, Eduardo Souto Netto e Paulo Maranhão. Além de contar com a presença de ótimos instrumentista do quilate de Wagner Tiso, Pascoal Meirelles e outros, o sambista Roberto Ribeiro e o velho Gonzagão fazem duetos emocionantes com o magrinho barbudo de voz marcante.

Eu apenas queria que você soubesse
(ou talvez já saiba) que o registro em áudio e vídeo que jazia nos arquivos da emissora foi restaurado e lançado em DVD, com aproximadamente 45 minutos de duração. Vale a pena se emocionar com pai e filho cantando Légua Tirana e Vida de Viajante. Viva o Moleque Luizinho!!!


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30 de janeiro de 2012

Selvagem da Motocicleta de Neo-Tóquio

"Kaneda é o líder da gangue de motoqueiros, cujo amigo Tetsuo é dominado por uma força sobrenatural e passa a ser objeto de um projeto experimental secreto chamado Akira. Para salvar seu amigo, Kaneda se envolve com grupos anarquistas e passa a lutar contra o governo em uma explosiva guerra civil. Em 1988, Akira foi a principal referência em animação japonesa.

Criado e dirigido pelo conceituado Katsuhiro Otomo, o longa revolucionou o conceito de animação e em todo o mundo. Sucesso em cinema nos anos 80, a Focus Filmes traz de volta o grande clássico, nesta Edição de 20 anos de Akira, em série limitada, incluindo a obra em duas versões: digitalmente remasterizada e a versão original, além de um rico conteúdo adicional, tornando este produto obrigatório para fãs e apreciadores do gênero. Confira!" Fonte: Focus Filmes.

  • Informações especiais: Extras: Entrevista com o Diretor / Entrevista com os Restauradores / Reportagem sobre a Produção / Música (composição) / Spot de TV e Trailers.
  • Procedência: Nacional
  • Estúdio: Focus Filmes
  • Título Original: Akira
  • Tempo: 124
  • Cor: Colorido
  • Ano de Lançamento: 2008 (edição restaurada)
  • Direção: KATSUHIRO OTOMO
  • Recomendação: livre
  • Região do DVD: Região 4
  • Legendas: Português, Inglês
  • Idiomas / Sistema de som:
    Inglês - Dolby Digital 2.0
    Inglês - Dolby Digital 5.1
    Japonês - Dolby Digital 2.0
    Português - Dolby Digital 2.0
  • Formato de tela: Widescreen e Fullscreen
  • País de Origem: Japão

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9 de janeiro de 2012

[palpitando_ao_teclado #16]

Todos os percalços e revéses que passamos durante toda a nossa existência se não mata..., pode ter a clara certeza que nos fortalece e nos capacita através de experiências para não cometermos novamente erros absurdos. Errar é inevitável, eu sei, até por que não somos oniscientes [capacidade de saber tudo infinitamente: pensamentos, sentimentos, vida, passado, presente, futuro, e todo universo, etc.], mas - como diz o ditado popular - sofrer é opcional.

Quando o tombo é violento demais, a demora para o indivíduo se reerguer parece uma eternidade (o que pode levá-lo à depressão); muitos até duvidam da sua capacidade de dar a volta por cima e há quem vire as costas justo no momento em que a pessoa mais precisa. Cruel, né? Não gosto nem de me imaginar nesse tipo de situação, embora já tenha provado do gosto amargo da dificuldade (fudido, desempregado, sem grana, desacreditado, abandonado...), mas sempre fui um sujeito pertinaz como minha nobilíssima mãe - do tipo que tem atitude e esperança para superar problemas, juntando cada pedaço das ruínas pessoais e transformando numa fortaleza imbatível e promissora.

Moisés caminhou junto de seu povo durante 40 ANOS pelo deserto e não fraquejou até chegar à Terra Prometida, pois era um homem de fé e obstinado. Procuro seguir seus passos, não desisto e se não consigo o que quero agora, tento outra vez... Raul Seixas com toda a sua genial maluquês já cantava que "basta ser sincero e desejar profundo, você será capaz de sacudir o mundo" e o mais importante... "tenha fé em Deus, tenha fé na vida"!!!

Tudo é uma questão de tempo e paciência de Jó para curar as feridas e recuperar as forças necessárias no intuito de continuar firme na batalha - e vencer, vencer, vencer. Jamais deixe de acreditar e sempre pratique a 'profecia auto-realizável', pois um prognóstico, ao se tornar uma crença, provoca a sua própria concretização. Feliz an☺ n☺v☺!

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6 de janeiro de 2012

Sucesso Extraordinário/Fenômenos Sociais

"'O que torna algumas pessoas capazes de atingir um sucesso tão extraordinário e peculiar a ponto de serem chamadas de fora de série?'

Costumamos acreditar que trajetórias excepcionais, como a dos gênios que revolucionam o mundo dos negócios, das artes, das ciências e dos esportes, devem-se unicamente ao talento. Mas neste livro você verá que o universo das personalidades brilhantes esconde uma lógica muito mais fascinante e complexa do que aparenta.

Baseando-se na história de celebridades como Bill Gates, os Beatles e Mozart, Malcolm Gladwell mostra que ninguém se faz sozinho. Todos os que se destacam por uma atuação fenomenal são, invariavelmente, pessoas que se beneficiaram de oportunidades incríveis, vantagens ocultas e heranças culturais. Tiveram a chance de aprender, trabalhar duro e interagir com o mundo de uma forma singular. Esses são os indivíduos fora de série - os outliers.

Para Gladwell, mais importante do que entender como são essas pessoas é saber qual é sua cultura, a época em que nasceram, quem são seus amigos, sua família e o local de origem de seus antepassados, pois tudo isso exerce um impacto fundamental no padrão de qualidade das realizações humanas. E ele menciona a história de sua própria família como exemplo.

Além disso, para se alcançar o nível de excelência em qualquer atividade são necessárias nada menos do que 10 mil horas de prática - o equivalente a três horas por dia (ou 20 horas por semana) de treinamento durante 10 anos. Aqui você saberá também de que maneira os legados culturais explicam questões interessantes, como o domínio que os asiáticos têm da matemática e o fato de o número de acidentes aéreos ser mais alto nos países onde as pessoas se encontram a uma distância muito grande do poder."

"Você já ficou intrigado pensando no que faz com que um produto, um serviço ou mesmo atitudes virem moda da noite para o dia? Já imaginou que tipo de mudança faz, por exemplo, com que livros desconhecidos se transformem em best-sellers? Ou o que explica o aumento do consumo de cigarros entre os adolescentes, apesar da campanha antitabagista?

Neste livro - que já vendeu 5 milhões de exemplares em todo o mundo e está há mais de 200 semanas na lista de best-sellers do The New York Times - Malcolm Gladwell apresenta uma maneira instigante e original de entender fenômenos sociais desse tipo: vê-los com epidemias.

'Ideias, produtos, mensagens e comportamentos se espalham como vírus', diz o autor. E o momento decisivo em que essas novidades se alastram - ou se acabam - é o que ele chama de O Ponto da Virada. Esse instante crítico surge com mudanças que, embora pequenas, surtem um efeito extraordinário.

Mas nem sempre as novidades contagiantes são benéficas. Basta pensar na epidemia de suicídios que arrebatou adolescentes da Micronésia por uma década depois que um jovem rico e carismático tirou a própria vida.

Partindo dessa tremenda influência que sofremos do meio, Gladwell pergunta: por que então algumas epidemias que poderiam ser 'boas' não emplacam, como é o caso da campanha antitabagista entre os jovens?

Sua resposta é que as pessoas podem transformar radicalmente seus comportamentos ou suas crenças desde que estejam diante do estímulo certo. E aqui ele nos mostra como identificar e até construir esses estímulos."
Fonte: Editora Sextante.

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__Recebi hoje os livros em minha casa!!! Vou devorá-los em breve e depois darei minha opinião.

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27 de dezembro de 2011

A Música Que Toca O Dia-A-Dia!


Ritmada Eloqüência Poética (Vol. I: EP) é um álbum virtual - composto de oito músicas escritas por Gustavo Gêiser Nobio - lançado em 2008 pelo projeto S.U.P.R.A. Vida Secular!

Todas as faixas - incluindo duas versões exclusivas - estão disponíveis para
download gratuito no site PureVolume. ♫ Ouça e compartilhe ♫

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16 de dezembro de 2011

Os 10 Melhores Álbuns do Ano - 2011 | (Por: Gusnob)

"Chico" - Chico Buarque

Os velhos olhos cor de ardósia estão de volta cantando o amor, a admiração pelas mulheres e as coisas simples da vida como... andar pela rua e ser saudado com um 'bom dia'. Clipe aqui!








"Ukulele Songs" - Eddie Vedder
Segundo álbum solo do vocalista da banda Pearl Jam inteiramente composto e executado com um cavaquinho havaiano. Melancolicamente lindo de ouvir. Clipe aqui!








"Nó Na Orelha" - Criolo MC
Kleber Cavalcante Gomes - também conhecido como Criolo Doido - é um cantor de rep de São Paulo que mistura MPB com hip hop. Na ativa desde a década de 1990, só agora o artista conseguiu o tão merecido reconhecimento. Clipe aqui!






"World Wide Rebel Songs" - Tom Morello: The Nightwatchman
Terceiro álbum solo do guitarrista do Rage Against The Machine. É um projeto de música de protesto com folk, country e rock. Clipe aqui!








"Moto Contínuo" - China
Após o EP Um Só e o álbum Simulacro, o terceiro trabalho do cantor pernambucano é simplesmente um dos melhores lançamentos de 2011. Clipe aqui!








"Undun" - The Roots
O 11º álbum da banda de hip hop da Filadélfia narra a história de um garoto pobre que se envolve com drogas, entra para a vida do crime e acaba tendo um final lamentável. O baterista Questlove e o rimador Black Thought - junto de outros músicos - mais uma vez mandando muito bem. Clipe aqui!





"A Banda Mais Bonita Da Cidade" - A Banda Mais Bonita Da Cidade
Com o sucesso do vídeo e da música Oração na internet, A.B.M.B.C. tornou-se logo um hype e virou assunto de blogs e sites especializados. Roquepebê made in Curitiba (PR). Clipe aqui!







"TGTC" - Fly.Union
Já ouviu em falar 'hip hop esporte fino'? Não? Então confira o som classudo do trio, um trabalho refinado, cool e alternativo com referências de jazz, fusion, funk e soul. Clipe aqui!







"O Que Você Quer Saber De Verdade" - Marisa Monte
Na minha opinião, um dos álbuns mais românticos da cantora e compositora - declaradamente influenciada por Roberto Carlos e Tim Maia. São 14 faixas falando sobre 'a impossibilidade do amor'. Clipe aqui!






"Lioness: Hidden Treasures" - Amy Winehouse
Álbum póstumo da talentosíssima cantora inglesa que partiu tão cedo. O trabalho reúne músicas inéditas e versões alternativas de antigos sucessos. Dá saudade ao ouvir sua linda voz. Clipe aqui!


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2 de dezembro de 2011

João de Marte

Baseado na obra de Edgard Rice Burroughs (1875-1950) - o mesmo criador de Tarzan -, escritor dos 11 volumes originais da saga John Carter Of Mars, o filme narra as aventuras de um veterano da guerra civil americana que ao entrar numa caverna, para se esconder de índios que o perseguiam, acaba adormecendo e acorda em Marte.

No planeta vermelho, ele é resgatado pela tribo alienígena Thark (humanóides verdes de quatro braços), que o mantém prisioneiro. Ganha respeito e confiança ao derrotar uma enorme fera na arena dos marcianos, assim passa a adquirir grandes poderes atléticos e beligerantes.

John se apaixona pela princesa Dejah Thoris e ao lado dela luta pela sobrevivência e para salvar um mundo completamente diferente do seu, enfrentando a tirania de um lugar hostil. Ela diz: "O destino trouxe você aqui. Você é o único que pode nos salvar". Há como recusar o pedido de uma bela mulher [clique na imagem para ampliar]? Só resta a Carter batalhar pelo amor e pela paz.

O longa-metragem tem direção de Andrew Stanton, especialista em animações dos estúdios Pixar, e a trilha sonora foi composta por Michael Giacchino. John Carter é inspirado numa série de livros de fantasia e ficção científica publicada pela primeira vez em 1912. Além do trêiler legendado, assista mais cenas dessa fantasiosa aventura marciana!!!


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A Balada de Antônio Mortalma

História em quadrinhos brasileira de autoria do roteirista Wellington Srbek e desenhada pelo artista Flavio Colin (1930-2002). O álbum publicado pela editora Conrad tem arte com traços de xilogravura e uma narrativa influenciada pelo livro Grande Sertão: Veredas (de Guimarães Rosa).

A obra é uma tentativa de recriar poeticamente o Brasil interior, com suas paisagens naturais e seus elementos culturais tão ricos e tão singulares como o folclore sertanejo, segundo palavras do autor.

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"O sertão mineiro, ao norte do estado, é o cenário de Estórias Gerais - mais especificamente a pequena cidade fictícia de Buritizal, à margem do rio São Francisco, lá pela década de 1920. Um jornalista chega à cidade com a missão de apurar a história do cangaceiro Antônio Mortalma, que costumava aterrorizar o povo do vilarejo.

Homem da cidade, o jornalista vai ouvindo um a um os moradores, descobrindo informações sobre a origem de Mortalma - muitas delas alegando que o bandido seria na verdade o demônio, ou pelo menos teria parte com o coisa-ruim. Com espírito cético, logo descarta tais afirmações, imaginando nelas crendices do povo de pouca cultura, e esperando que a expedição comandada pelo Coronel Odorico Pereira logo chegue para resolver a violência que assola a região.

Porém seu guia é um jagunço disfarçado, que logo coloca o jornalista cara a cara com Mortalma, num rincão no meio do nada. E então que sua visão sobre os moradores do local começa a sofrer uma tremenda mudança a cada personagem que aparece na trama." Fonte: Conrad Editora.

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24 de novembro de 2011

A Base Musical

"'No início, havia apenas a palavra e meu principal significado de chão: tudo aquilo que me sustenta. Chão, quase onomatopéia do andar - que soa nasal, reverbera no corpo todo.' Lenine, falando sobre a inspiração para compor o 10º álbum da carreira.

Produzido e tocado por Bruno Giorgi, Jr. Tostoi e Lenine - um trabalho 'eletrônico, orgânico e concreto' que o artista descreve como 'pessoal, passional e intransferível'." Fonte: www.lenine.com.br

Lenine - "Chão" (2011)
1. Chão 2. Se Não For Amor Eu Cegue 3. Amor É Pra Quem Ama 4. Seres Estranhos 5. Uma Canção E Só 6. Envergo Mas Não Quebro 7. Malvadeza 8. Tudo O Que Me Falta, Nada Que Me Sobra 9. De Onde Vem A Canção 10. Isso É Só O Começo

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Astúcias de Agentes A Serviço Secreto

"Mágica ou espionagem? Em 1950, o mágico John Mulholland, um dos mais famosos dos Estados Unidos, foi convidado para produzir truques de espionagem, que foram usados largamente pela Central Intelligence Agency (Agência Central de Inteligência) por vários anos. Por segurança, todos os exemplares foram destruídos em 1973.

Pelo menos era o que se acreditava, até que os autores encontraram os manuscritos em 2007 e depois de assegurar toda a fidelidade da história, decidiram publicar este livro. Trata-se de um documento único de uma época e da história da espionagem mundial.

Em 1953, sob o pano de fundo da Guerra Fria, a CIA criou um programa super secreto, com o codinome MKULTRA, para reagir às novíssimas técnicas soviéticas de controle da mente e de investigação. Percebendo que os espiões poderiam precisar utilizar secretamente pílulas, drogas e pós contra o inimigo, a CIA contratou John Mulholland, o mais famoso mágico dos EUA, para escrever dois manuais sobre prestidigitação e técnicas de comunicação alternativas. O que esta obra traz é uma compilação destes manuais com as instruções de Mulholland que adaptou as técnicas de mágicos para que os agentes da CIA pudessem fazer frente aos seus adversários soviéticos.

Estes manuais foram elaborados para que os agentes de CIA pudessem repassar documentos com a máxima discrição, esconder pequenos objetos e ainda para conseguir provas. Aqui você encontra todos os trâmites da arte da espionagem utilizada entre o pós-II Guerra e o auge da Guerra Fria."

Fonte: Editora Lua de Papel.
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Minha Opinião!

[em breve]
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18 de novembro de 2011

Antevisão

Entre 2009 e 2010 surgiram fortes rumores de que o diretor Ridley Scott daria continuidade à série cinematográfica Alien produzindo um prelúdio sobre a origem dos xenomorfos - cuja história (ou pelo menos parte dela) se passaria em 2085, 30 anos antes dos eventos de O Oitavo Passageiro (1979), com uma nova protagonista. No início de 2011 aconteceram mudanças e o projeto simplesmente mudou de nome, Prometheus.

Scott
disse na época ao site Deadline: "No processo criativo, o projeto evoluiu para uma nova mitologia, um novo universo. O fã mais fiel vai reconhecer elementos do DNA de Alien, mas as ideias deste novo filme são novas, ambiciosas e provocativas. É o que eu estava procurando, para poder retornar a esse gênero que me é tão querido."

Uma fonte ligada à podução afirmou também que o Space Jockey (a misteriosa criatura fossilizada pilotando a nave carregando ovos alienígenas) será um personagem importante na trama, já que no primeiro filme da série ele é apenas uma incógnita que jaz há muito tempo. Outra informação também confirmou a consultoria do designer original dos aliens, o artista Hans Rudolf Giger - o que só reforça a conexão de Prometheus com Alien.

Como já se sabe, a figura heróica da Tenente Ellen Ripley (imortalizada pela atriz Sigourney Weaver) será substituída por outra mulher de fibra, conhecida até o momento como Elizabeth Shaw (pesquisadora e arqueóloga britânica interpretada por Noomi Rapace).

De acordo com a sinopse oficial, "o filme leva uma equipe de cientistas e exploradores a uma jornada que testará seus limites físicos e mentais e os largará em um mundo distante, onde eles descoLinkbrirão as respostas para nossos dilemas mais profundos e para o maior mistério da vida".

Recentemente o cineasta Ridley divulgou duas informações importantes: os oito minutos finais de Prometheus se desenrolam como um DNA bem próximo do primeiro filme de Alien e o mito Prometeu será a metáfora que envolverá todo o enredo do longa-metragem; "um ente superior rouba uma poderosa tecnologia dos deuses e dá aos homens o fogo e por isso recebe uma severa punição". Será que o Space Jockey (foto ao lado) já antevia uma grande ameaça à humanidade, tentou avisá-la e pagou com a própria vida??? Em junho de 2012 saberemos a resposta.

[ATUALIZADO EM 23/11]
Link Primeira imagem oficial do filme Prometheus com atores em cena: Logan Marshall-Green, Noomi Rapace e Michael Fassbender.

Mais uma informação relevante: os atores Ian Holm (o andróide Ash de Alien - O Oitavo Passageiro), Lance Henriksen (o andróide Bishop de Aliens - O Resgate e Alien 3) e Wynona Ryder (a andróide Annalee Call de Alien - A Ressurreição) também fazem parte do elenco.

"A busca pela nossa origem pode levar ao nosso fim." -Frase exibida no pôster do filme.

[ATUALIZADO EM 25/12]

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8 de novembro de 2011

Questões Filosóficas de Uma Novela Gráfica

"Watchmen é a graphic novel já publicada mais aclamada pela crítica e mudou completamente o mundo dos super-heróis em quadrinhos. Essa obra-prima de narrativa realística, diálogos e arte, cortesia de Alan Moore e Dave Gibbons, levanta uma série de questões filosóficas que requerem atenção.

Como Ozymandias e Rorschach justificam suas ações? Quais são as ramificações políticas do trabalho do Comediante para o governo? Como explicamos a natureza do Dr. Manhattan? A Espectral também pode ser considerada uma feminista? O Comediante é um comediante mesmo (ou apenas um idiota)? Uma graphic novel pode ser considerada literatura? Onde os filósofos da Antiguidade se enquadram nessas questões?

Se você estiver lendo Watchmen pela primeira vez ou se já for fã há mais de 20 anos, Watchmen e a Filosofia - Um Teste de Rorschach o ajudará a ir mais fundo nas questões filosóficas e na história revolucionária que mudou a ficção em quadrinhos para sempre."
Fonte: Editora Madras.
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Minha Opinião!

Você teria coragem de vestir uma roupa de super-herói e sair pela cidade para combater o "mal"? Eu jamais faria isso em sã consciência (confesso que quando eu era pequeno queria voar e ser forte como o Homem de Aço - rsrsrs)!!!

Ser um "vigilante mascarado" não necessariamente é politicamente correto e a obra-prima Watchmen - escrita por Alan Moore e desenhada por Dave Gibbons - critica brilhantemente o autoritarismo praticado por aqueles que se julgam os guardiões da sociedade.

O livro Watchmen e s Filosofia - Um Teste de Rorschach* aborda essa e outras questões e a relação do enredo da trama com tradições filosóficas - como o consequencialismo e a deontologia -, ética, ciência e até Deus. Uma leitura interessante que ajuda a entender melhor as diversas referências apresentadas na clássica história em quadrinhos e também seu subtexto.

Como bem definiu J. Robert Loftis (no fim do capítulo 05*), "a lição real por trás da história é que a ninguém, não importa qual sua ideologia, deve ser confiado poder em excesso". Verdadeiros vilões estão acima de qualquer suspeita óbvia. Quem é herói de verdade? Quem vigia os vigilantes? Como se justificam suas ações? Sempre fui fã de Watchmen, agora gosto mais ainda. Dica: leia o gibi, assista ao filme e depois leia o livro* recomendado.

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16 de outubro de 2011

O Cavaquinho do Eddinho

A primeira vez que ouvi o timbre vocal do Edward Louis Severson III foi através da canção Alive - faixa do álbum Ten (1991) - à frente de sua banda Pearl Jam. Mais conhecido como Eddie Vedder, a voz marcante do intérprete tornou-se a marca registrada do grupo de rock estadunidense emplacando sucessos que já são verdadeiros clássicos: Jeremy, Even Flow, Black, Daughter, Better Man e Do The Evolution.
LinkAo longo de 20 anos, Ed e P.J. - assim como o Nirvana de Kurt Cobain - influenciaram jovens músicos seduzidos pelo som roqueiro característico rotulado na época de "grunge", gênero associado ao estilo alternativo e desleixado dos meninos cabeludos com suas calças rasgadas e surradas camisas de flanela. Hoje, Vedder é um quarentão chefe de família e continua tocando com seus velhos amigos do "pérola jeléia", mas após tanto tempo em uma grande banda sentiu a necessidade de lançar-se em carreira solo. Em 2007, a convite do ator e diretor Sean Penn, compôs a trilha sonora do filme Into The Wild (Na Natureza Selvagem), que contém nove faixas autorais e mais duas de outros autores.

Ukulele Songs, de 2011, é o seu mais recente trabalho como artista principal, no qual Eddinho canta músicas escritas por ele acompanhado pelas cordas de um... ukuléle - instrumento derivado do cavaquinho, que foi levado por portugueses para o Havaí no início do século XX -, um álbum de clima intimista com letras sentimentais entoadas por um trovador melancólico.

O C.D. abre com Can't Keep - gravada originalmente pelo Pearl Jam em 2002 - e o que se ouve a seguir são canções simplesmente apaixonadas executadas por alguém que parece estar à beira da praia declarando-se para o seu amor. Belas composições saltam logo aos ouvidos: Without You, Goodbye, Broken Heart, Longing To Belong, You're True, Light Today e Sleepless Nights. A única participação especial é a da cantora Cat Power em Tonight You Belong To Me.


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13 de outubro de 2011

Os Vingadores: Primeiro Trêiler Oficial



"Criado por Stan Lee e Jack Kirby em 1963, Os Vingadores são a maior superequipe da Marvel Comics. Em sua história, o grupo teve diversas formações.

No elenco do filme que adapta às telas a série estão Robert Downey Jr. (Homem de Ferro), Chris Evans (Capitão América), Chris Hemsworth (Thor), Jeremy Renner (Gavião Arqueiro), Mark Ruffalo (Hulk), Scarlett Johansson (Viúva Negra), Samuel L. Jackson (Nick Fury), Clark Gregg (Agente Coulson), Cobie Smulders (Maria Hill), Tom Hiddleston (Loki), Stellan Skarsgard (Dr. Selvig) e Amanda Righetti (agente da SHIELD).

Na trama, quando surge um inesperado inimigo que ameaça a segurança global, Nick Fury se vê na necessidade de organizar um time para evitar o desastre mundial. Joss Whedon escreveu o roteiro e dirige o filme."

Os Vingadores estreia em 4 de maio de 2012. Fonte: Omelete.

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5 de outubro de 2011

Curiosidade e Intuição! | S. Jobs: 1955-2011

"Você tem que encontrar o que você ama!!!


Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu - Steve Jobs - gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.


A primeira história é sobre ligar os pontos.

Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.

Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: "Apareceu um garoto. Vocês o querem?" Eles disseram: "É claro."

Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.

Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.

Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.

Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.

Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.

Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.LinkDe novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.


Minha segunda história é sobre amor e perda.

Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz [Steve Wozniak] e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.

E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.

Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Packard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale do Silício.

Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.

A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.

E Laurene [sua esposa] e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.

Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.

Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.

Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.


Minha terceira história é sobre morte.

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: "Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último." Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: "Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?" E se a resposta é "não" por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.

Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.

Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.

Há um ano [em 2004], eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.

Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para "preparar para morrer". Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.

Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.

Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.

Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.

O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.

Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.

Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.

Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras:
"Continue com fome, continue bobo."

Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos."

Steven Paul Jobs (1955-2011)

Transcrição do discurso para formandos da Universidade Stanford, 2005.

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21 de setembro de 2011

Preto Óleo: Riqueza & Progresso

Imagine uma área gigantesca com 45 milhões de metros quadrados cujo investimento é estimado em R$ 14,98 bilhões - que tem como objetivo aumentar a produção nacional de produtos petroquímicos, com o processamento de cerca de 150 mil barris/dia de óleo pesado nacional. Idealizou? Pois este será o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (COMPERJ), que está sendo erguido no município de Itaboraí (região metropolitana da capital fluminense).

Segundo a Prefeitura da cidade, "a produção de resinas termoplásticas e combustíveis consolidará o Rio de Janeiro como grande concentrador de oportunidades de negócios no setor, estimulará a instalação de indústrias de bens de consumo que têm nos produtos petroquímicos suas matérias-primas básicas e irá gerar cerca de 212 mil empregos diretos, indiretos e efeito renda, em âmbito nacional". Um bilhão de reais também serão gastos pela Petrobrás para compensar impactos socioambientais ligados às instalações industriais.

Os caminhos do progresso começaram a ser pavimentados em maio de 2008, uma obra grandiosa que vai gerar riquezas através de uma moderna refinaria de petróleo, proporcionando crescimento econômico e trazendo novas perspectivas. Confesso que estou muito animado respirando esse ar de desenvolvimento com enorme potencial de aquecimento às áreas de construção civil, de prestação de serviços e de produção cultural - que, espero eu, vai beneficiar todos os municípios da região e incentivará a constante formação de mão de obra qualificada.

Vivemos um momento de estrondoso bum! tecnológico, era de incríveis inovações - seja na indústria, na medicina ou nas ciências da computação -, o que faz surgir novas oportunidades profissionais e estimulam a excelência em atendimento e no suporte operacional e administrativo.

É importante fomentar o sonho de dias melhores e trabalhar arduamente para que os projetos de futuro sejam construídos aqui e agora - estudando, adquirindo conhecimentos, dominando a técnica e colocando os ensinamentos em prática. Como um majestoso pavão, o COMPERJ está a abrir um leque de opções de empregos e negócios (diretos e indiretos) e também vai atrair investidores de outros setores como gastronomia, hotelaria, comércio de bens duráveis, telecomunicações, artes e entretenimento (museus, teatros, cinemas, casas de espetáculos, feiras, exposições, parques de diversão), etc.

Tudo isso é muito bom, mas não podemos esquecer que saúde, educação e segurança pública são obrigações dos governos estadual e federal e o povo não pode ficar carente de tais recursos - já que haverá expansão a partir da geração de riquezas e é imprescindível que haja inclusão social.

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ACESSOS!

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