

Toda pessoa que se propõe a cantar, compor e tocar um instrumento - profissionalmente ou não - um dia começa a manifestar seus dotes artísticos porque foi passado a ela tais ensinamentos ou os adquire através da influência da tradição oral, ou pela cultura discográfica (da música erudita ao jazz, do blues ao rock, do baião ao reggae, do samba à bossa nova, do funk ao pop), tem sido assim durante décadas e dessa forma surgiram os grandes músicos que viraram super astros e aquecem a indústria do
show business.
Um dos artistas mais populares da história da música foi fruto exatamente de todo esse processo e desde muito jovem já era treinado, rigorosamente, para tornar-se um ícone - que no futuro renderia uma fortuna estimada em
1 bilhão de dólares (sem exagero).
Nascido em 1958,
Michael Jackson aos cinco de idade cantava e dançava demonstrando um talento incrivelmente precoce, inspirado no elétrico
James Brown e bebendo na fonte da
soul music.
Paralelamente ao
Jackson 5, costumava lançar compactos apenas como
Michael, ensaiando uma brilhante carreira solo. Tendo como amiga e madrinha a cantora
Diana Ross, o adulto
MJ é apresentado ao produtor
Quincy Jones, com quem firma uma parceria de ouro. Após o primeiro álbum
Off The Wall (de
1979, produzido por
Jones),
1982 marcou o lançamento do disco mais vendido de todos os tempos:
Thriller.
É nessa época que
MJ entra no meu imaginário, até então, infantil e passa a ser - mais tarde - uma forte referência musical pelo conjunto de sua obra, essencial para mim até o álbum
Dangerous (de
1990). Após esse período, o
Rei do Pop deu sinais de cansaço criativo e, sobretudo, físico. Suas canções da fase áurea continuam vibrantes e são imortais, sempre que as ouço tenho uma agradável sensação de regressão temporal em minhas lembranças e isso só me enche de alegria.
Fico triste por sua partida pelo modo que se sucedeu: viciado em medicamentos, com saúde debilitada e possivelmente com problemas psicológicos e comportamentais acarretados pela terrível e rígida disciplina imposta pelo pai ganancioso. Que
Deus o dê a paz e a tranquilidade que ele teve muito pouco em vida. A imagem que prefiro guardar dele é a de um ser humano revolucionário no campo da arte, aquele que continuará alegrando meus dias para continuar seguindo em frente, mantendo a cabeça erguida e com fé no futuro.
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