"Navegue por seus sonhos, mas tenha um porto seguro. Finque suas raízes em solo fértil que lhe garanta bons frutos no futuro." - G. Nobio.

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18 de setembro de 2007

O Ódio Como Hábito

Às vezes paro pra pensar e me pergunto o que faz uma pessoa em sã consciência – ou que pelo menos aparenta ter – vestir uma camisa com os dizeres I Hate You ou fazendo referência ao número da besta, o folclórico 666. Será que é uma moda? É querer ser diferente dos demais? A intenção é chocar? Necessidade de se auto-afirmar através da intimidação? Ou é um comportamento típico dos imbecis e retardados? Considero esse tipo de rebeldia muito questionável e preocupante, já que os indivíduos que trajavam o tal indumento provocador eram jovens – pude captar numa das minhas andanças em pontos diferentes da minha cidade.

Eu acredito na juventude como semente de transformação da sociedade para algo melhor se o pensamento for voltado ao cultivo de valores nobres – embora haja tanta incredulidade no mundo atual, o que impede a humanidade de alcançar a paz. A intolerância e a descrença – a exemplo da prática do nazismo, do satanismo e outras mazelas – podem direcionar o homem a cada dia que sucede o outro à deterioração da própria existência se não percebermos que isso é uma tendência mundial, um mal que surge dentro de milhares de lares e ganha as ruas diariamente.

Vejo no rosto desses pobres moços, gente com tão tenra idade, uma expressão de profunda solidão – não da falta de companhia e sim de vazio espiritual, tristeza e desilusão – que os faz se cercar de drogas e amigos inúteis. Essas angústias, em muitos casos, geram complexo de rejeição levando a pessoa a ter desvios de conduta gravíssimos que resultam em chacinas seguidas de suicídio – como aquelas ocorridas em universidades americanas. O documentário Tiros Em Columbine – dirigido por Michael Moore – retrata bem o problema – que foge do nosso controle por ser iminente, mas que poderia ser minimizado se os pais fossem mais atentos e mimassem menos os seus filhos.

Como explicar atrocidades cujos autores são rapazes e moças bem nascidos, com ótima instrução acadêmica e acima de qualquer suspeita? Observando sinais e analisando com atenção detalhes que à primeira vista parecem mera bobagem. É aí que mora o perigo. Foi assim que aconteceu quando Suzane Richtofen, o namorado e o cunhado acabaram com a vida dos progenitores dela; quando um estudante indígena, admirador de Adolf Hitler, assassinou covardemente diversas pessoas numa escola técnica dos E.U.A.; quando um estudante coreano matou vários colegas de campus no mesmo país; quando um estudante paulista entrou num cinema e disparou contra dezenas de pessoas em São Paulo; quando um grupo de adolescentes de classe média ateou fogo num índio que dormia num banco de praça do Distrito Federal; quando outro grupo de adolescentes de classe média espancou uma empregada doméstica, pensando que ela fosse prostituta, na Barra da Tijuca (R.J.) – e mesmo que fosse não justificaria. Tudo isso muito me estarrece.


1 comentário(s):

Anônimo, 8 de abril de 2011 04:28

Estou com voce e não abro ... rebeldia ? acho que isso é mais moda ... a real rebeldia está no sangue , e não em uma banda que fala que o "deus odeia a todos"... a rebeldia está em lutar pelos objetivos, seja eles os mais impossiveis ... rebeldia está em fazer algo para mudar , e não vestir camisas que basicamente estão mostranbdo a apatia da juventude.. quando falo em algo, falo em racionalidade, inteligencia e não em renuncia do poder de escolha ! estamos na area mano gusnob !

Guilherme Fernandes Lima.

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