"Navegue por seus sonhos, mas tenha um porto seguro. Finque suas raízes em solo fértil que lhe garanta bons frutos no futuro." - G. Nobio.

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25 de março de 2009

O Polemista

Figuras polêmicas são pessoas que normalmente levantam questões delicadas ou abordam assuntos que provocam intenso debate - o que é bastante saudável. No Brasil, especialmente na área da música, o maestro Júlio Medaglia é um desses clássicos personagens que reforçam o coro dos puristas e conservadores , ao se armar com uma "batuta da grossura de um taco de bêisebol" e sentar o cacete de críticas em roqueiros, rapeadores e na indústria cultural em geral. Segundo ele, o rock é uma merda e o rap é um lixo (sobra até umas farpas para o sertanejo e para o pagode romântico).

Sem sombra de dúvida há certa razão em sua opinião, no que se refere ao valor artístico de diversas composições gravadas (ou que se gravam) em produções dos gêneros citados. Mas... Medaglia comete um erro crasso quando generaliza suas afirmações, munido de preconceito e carente de conhecimentos aprofundados quanto às tendências musicais contemporâneas. Baseado numa entrevista concedida por J.M. à revista Caros Amigos (em 2002), compus a parte final da música O Grande Espetáculo - trecho que chama atenção para o ponto de vista radical do músico erudito -, foi gravada anos depois e só agora chegou aos apurados ouvidos do maestro. E ele me escreveu agradecendo:

"Prezado Gêiser. Obrigado pela homenagem às avessas. Tudo é uma questão de talento. Até a merda do rock deu um Jimmi Hendrix, um Stravinsky da cultura pop. Abraços. Julio Medaglia."


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