"Navegue por seus sonhos, mas tenha um porto seguro. Finque suas raízes em solo fértil que lhe garanta bons frutos no futuro." - G. Nobio.

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28 de junho de 2009

A Estrela Que Sempre Vai Brilhar


Toda pessoa que se propõe a cantar, compor e tocar um instrumento - profissionalmente ou não - um dia começa a manifestar seus dotes artísticos porque foi passado a ela tais ensinamentos ou os adquire através da influência da tradição oral, ou pela cultura discográfica (da música erudita ao jazz, do blues ao rock, do baião ao reggae, do samba à bossa nova, do funk ao pop), tem sido assim durante décadas e dessa forma surgiram os grandes músicos que viraram super astros e aquecem a indústria do show business.

Um dos artistas mais populares da história da música foi fruto exatamente de todo esse processo e desde muito jovem já era treinado, rigorosamente, para tornar-se um ícone - que no futuro renderia uma fortuna estimada em 1 bilhão de dólares (sem exagero). Nascido em 1958, Michael Jackson aos cinco de idade cantava e dançava demonstrando um talento incrivelmente precoce, inspirado no elétrico James Brown e bebendo na fonte da soul music.

Paralelamente ao Jackson 5, costumava lançar compactos apenas como Michael, ensaiando uma brilhante carreira solo. Tendo como amiga e madrinha a cantora Diana Ross, o adulto MJ é apresentado ao produtor Quincy Jones, com quem firma uma parceria de ouro. Após o primeiro álbum Off The Wall (de 1979, produzido por Jones), 1982 marcou o lançamento do disco mais vendido de todos os tempos: Thriller.

É nessa época que MJ entra no meu imaginário, até então, infantil e passa a ser - mais tarde - uma forte referência musical pelo conjunto de sua obra, essencial para mim até o álbum Dangerous (de 1990). Após esse período, o Rei do Pop deu sinais de cansaço criativo e, sobretudo, físico. Suas canções da fase áurea continuam vibrantes e são imortais, sempre que as ouço tenho uma agradável sensação de regressão temporal em minhas lembranças e isso só me enche de alegria.

Fico triste por sua partida pelo modo que se sucedeu: viciado em medicamentos, com saúde debilitada e possivelmente com problemas psicológicos e comportamentais acarretados pela terrível e rígida disciplina imposta pelo pai ganancioso. Que Deus o dê a paz e a tranquilidade que ele teve muito pouco em vida. A imagem que prefiro guardar dele é a de um ser humano revolucionário no campo da arte, aquele que continuará alegrando meus dias para continuar seguindo em frente, mantendo a cabeça erguida e com fé no futuro.


4 comentário(s):

Jorge Efi, 30 de junho de 2009 18:07

Sua influência no cenário musical é indubitável! Grande músico e grande personalidade que atravessará gerações.

blogdozemarcos.com, 1 de julho de 2009 09:13

::: Um músico completo, dançarino espetacular. Michael marcou sua passagem pela Terra. E marcou a todos nós!

Guilherme ABACAXI, 1 de julho de 2009 14:50

Fala Gustavão...
Então bicho, concorde plenamente com você no que se refere ao Mito. Mas não concordo que depois do Dangerous ele apresentou um certo cansaço ... acho que foram apenas dois albuns que não tiveram grandes hits como "Bad" , "Beat it" e afins ...

Amo do Dangerous, e sempre escuto quando posso ... mas que a versão de "Come Together" é muuuuuuito boa, isso não podemos negar ...

Atasco chegando, finalmente ...
Saudades, mano velho !
Guilherme

Uilian Rock, 9 de julho de 2009 10:30

Ótimo texto. Belas e merecidas palavras.
Abraço.

ACESSOS!

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