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Os mistérios elaborados pelo produtor de cinema e televisão J.J. Abrams e seus colaboradores (roteiristas e equipe de criação) têm uma incrível capacidade de provocar a imaginação dos maníacos por histórias mirabolantes - dentro do universo da fantasia - que envolvem teorias de conspiração, ciência de borda, ocultismo ou invasão alienígena. Tantos faz-de-conta espetaculares, permeados com desdobramentos e reviravoltas, criam um "culto" tão fervoroso que a indústria do entretenimento passa a ter a obrigação de alimentar os loucos fanáticos comedores de películas.É lógico que eu tô brincando. Mas quando eu vi pela primeira vez o trailer de Cloverfield - Monstro (2008), há quase 24 meses, fiquei morrendo de curiosidade para saber o motivo pelo qual a cabeça da Estátua da Liberdade é arrancada e jogada violentamente no meio da rua. Tão logo o filme entrou em cartaz, às vésperas do carnaval do ano passado, eu já estava marcando presença na sala de projeção e saí de lá satisfeitíssimo com o resultado. Embora com um ponto de interrogação estampado na face e bastante intrigado.
Feito em linguagem de documentário de baixo orçamento, como se fosse uma gravação caseira, o enredo começa com um aviso: "Múltiplas imagens do caso designado Cloverfield (...). Câmera encontrada no local do acidente (...)". O tal vídeo contém cenas de uma festa surpresa organizada por amigos em homenagem a um camarada que está prestes a se mudar para outro país, por conta de compromissos profissionais. Para o azar de todos, a festinha americana é interrompida pela queda de luz seguida por fortes estrondos vindos da cidade e o que se vê do lado de fora são enormes bolas de fogo cruzando o céu, que acabam acertando alguns prédios.
A partir daí, o que era momentos de descontração passa a ser uma corrida de pura aflição. Pouco depois descobre-se que pânico e destruição estão sendo causados por uma criatura que ninguém consegue descrever e não sabe ao certo de onde veio. Ao final do longa-metragem, com várias pulgas atrás da orelha, você se questiona: "E aí, o que vem na seqüência?". De lá pra cá, a rede mundial de computadores foi invadida pelos virais - campanhas de marketing disseminadas por meio de vídeos ou fotos com a intenção de divulgar um determinado produto ou idéia - que especulam acerca de uma possível continuação do filme. Pois bem, a produção de Cloverfield 2 está em negociação e deverá ganhar vida na grande tela, sobre isso J.J. disse:
“Temos uma idéia que achamos que vai ser boa, e estamos neste momento a trabalhá-la, o que significa que vai existir algo ligado a Cloverfield, que espero que aconteça o mais rápido possivel, pois a idéia é muito boa.” Fonte: FIRSTSHOWING.NET
Na última cena - no canto direito da tela a exatamente 1:13:17 de duração - percebe-se que um objeto não identificado cai no mar. De acordo com Abrams, foram criadas duas teorias com base nessa observação e uma delas poderá ser usada, caso a história seja levada adiante. Para atiçar ainda mais os fãs e caçadores de virais (como eu), pouco antes de Cloverfield ser lançado em DVD, um misterioso site já podia ser acessado, no qual há duas fotos que supostamente foram tiradas no fundo do oceano e em uma delas vê-se possíveis filhotes do Clovie.
Viral é algo altamente viciante, quanto mais aparece mais você fica obcecado por desvendar os segredos. Um outro endereço virtual - www.1-18-08.com -, que ajudou a promover a estréia do filme nos Estados Unidos em 18/01/2008, disponibiliza várias imagens interessantes que não são mostradas na produção cinematográfica, exceto duas ou três.
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Há quem especule, mesmo sem haver nenhuma relação direta, que o subtítulo da seqüência de Cloverfield será Aladygma, pois surgiu mais um site (por volta de abril de 2008) ainda mais complexo - www.aladygma.com -, repleto de mensagens subliminares, onde os links para os arquivos só ficam visíveis quando é dado o comando Ctrl+A.Um dos diversos vídeos virais que rolam no YouTube. Aos 15 segundos nota-se que as bandeiras estão a meio mastro (sinal de luto). Aos 26 segundos - sobre o edifício - nota-se algo caindo do céu rumo ao mar.


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