SEJA BEM-VINDO(A) AO DIÁRIO DE UM POETA OPERÁRIO

"Navegue por seus sonhos, mas tenha um porto seguro. Finque suas raízes em solo fértil que lhe garanta bons frutos no futuro." G.N.

Visite o site oficial:
WWW.SUPRAVIDASECULAR.COM.BR

Twitter:
WWW.TWITTER.COM/SUPRAVIDA

Facebook:
WWW.FACEBOOK.COM/SUPRAVIDASECULAR

30 de junho de 2009

O Reinado de Um Ritmista

Seu nome de batismo era José Gomes Filho, nasceu no berço da pobreza do sertão paraibano, filho de pai oleiro (fabricante de tijolos) e mãe coquista (artista que canta e dança coco: música folclórica nordestina), seguiu os passos de sua progenitora e aprendeu noções de ritmo ainda bem jovem. Já homem feito foi tocar percussão em orquestra e por fim tornou-se Jackson Do Pandeiro - famoso cantor popular entre as décadas de 50 e 80, dono de uma extensa discografia -, que influenciou intérpretes e compositores como Gilberto Gil, Chico Science e Lenine (este último sampleou A Cantiga do Sapo na música Jack Soul Brasileiro).

A extraordinária trajetória do pequeno Zé Jack - fã do ator Jack Perrin e de filmes de faroeste - é contada com riqueza de detalhes na biografia O Rei do Ritmo. Escrito a quatro mãos, por Fernando Moura e Antonio Vicente após anos de pesquisa, o livro traça as origens e a vida do cantador e pandeirista sempre fazendo um paralelo com acontecimentos históricos de seu tempo e também se baseando em outras referências que complementam a obra.

Desde que comecei a ler - a partir da indicação do meu nobilíssimo irmão - a vontade é a de devorar as 396 páginas de uma vez só, mas não, prefiro degustar como se fosse um bom vinho e mergulhar no fantástico universo do cancioneiro popular brasileiro. Livros como esse - presente dado por uma pessoa muito especial - deveria ser lido por todos aqueles que gostam de música (independente do rótulo que ela receba e sem preconceito) e que são ávidos por conhecimento.


Continue lendo >>

28 de junho de 2009

A Estrela Que Sempre Vai Brilhar


Toda pessoa que se propõe a cantar, compor e tocar um instrumento - profissionalmente ou não - um dia começa a manifestar seus dotes artísticos porque foi passado a ela tais ensinamentos ou os adquire através da influência da tradição oral, ou pela cultura discográfica (da música erudita ao jazz, do blues ao rock, do baião ao reggae, do samba à bossa nova, do funk ao pop), tem sido assim durante décadas e dessa forma surgiram os grandes músicos que viraram super astros e aquecem a indústria do show business.

Um dos artistas mais populares da história da música foi fruto exatamente de todo esse processo e desde muito jovem já era treinado, rigorosamente, para tornar-se um ícone - que no futuro renderia uma fortuna estimada em 1 bilhão de dólares (sem exagero). Nascido em 1958, Michael Jackson aos cinco de idade cantava e dançava demonstrando um talento incrivelmente precoce, inspirado no elétrico James Brown e bebendo na fonte da soul music.

Paralelamente ao Jackson 5, costumava lançar compactos apenas como Michael, ensaiando uma brilhante carreira solo. Tendo como amiga e madrinha a cantora Diana Ross, o adulto MJ é apresentado ao produtor Quincy Jones, com quem firma uma parceria de ouro. Após o primeiro álbum Off The Wall (de 1979, produzido por Jones), 1982 marcou o lançamento do disco mais vendido de todos os tempos: Thriller.

É nessa época que MJ entra no meu imaginário, até então, infantil e passa a ser - mais tarde - uma forte referência musical pelo conjunto de sua obra, essencial para mim até o álbum Dangerous (de 1990). Após esse período, o Rei do Pop deu sinais de cansaço criativo e, sobretudo, físico. Suas canções da fase áurea continuam vibrantes e são imortais, sempre que as ouço tenho uma agradável sensação de regressão temporal em minhas lembranças e isso só me enche de alegria.

Fico triste por sua partida pelo modo que se sucedeu: viciado em medicamentos, com saúde debilitada e possivelmente com problemas psicológicos e comportamentais acarretados pela terrível e rígida disciplina imposta pelo pai ganancioso. Que Deus o dê a paz e a tranquilidade que ele teve muito pouco em vida. A imagem que prefiro guardar dele é a de um ser humano revolucionário no campo da arte, aquele que continuará alegrando meus dias para continuar seguindo em frente, mantendo a cabeça erguida e com fé no futuro.


Continue lendo >>

25 de junho de 2009

Som Pra Pista

Eleger as melhores gravações musicais do ano sempre foi tarefa para críticos e especialistas no assunto, mas ninguém precisa ser entendedor para perceber que uma determinada música tem um enorme potencial para estourar nas paradas de sucessos.

No momento, o som que faz minha cabeça é o single Via Ponte Rio-Niterói, do Potente Durâmen. A faixa é dançante, contagiante, ousada, com interpretação surpreendente e já é - precocemente - um clássico do hip hop brasileiro.

Continue lendo >>

20 de junho de 2009

Nada Salutar

Depender do sistema de saúde público do Brasil é, infelizmente, expor a vida à própria sorte, só Deus sabe o que pode acontecer, principalmente se o caso for de extrema gravidade. Quem sofre é o povo pobre que paga imposto e não recebe o tratamento devido nos postos e hospitais espalhados pelo país, e de vez em sempre muitos morrem na fila. Se isso é inaceitável, revoltante é saber da existência de um privilegiado sistema de saúde que custa aos cofres do Governo Federal cerca de R$ 17 milhões ao ano!!! E adivinha quem são as pessoas que usufruem dessa mamata? Oitenta e um senadores da ativa e 310 ex-senadores e seus pensionistas. Não há limite de despesa para aqueles que estão no exercício do mandato e o uso do melhor plano de saúde do mundo é extensivo até para os familiares.

É uma tremenda falta de respeito com a população brasileira de baixa renda, que necessita de assistência médica e hospitalar decente - mas não tem acesso por causa do olho grande dos políticos. O que que os parlamentares - homens que trabalham em benefício de si mesmo - querem mais; além do gordo salário que recebem, apartamento funcional em Brasília todo decorado, ajuda de custo e o escambau?!! Peçam que o Tio Gusnob dá (uma OVA de mão bem cheia). Por isso que eu digo: anarquia já, não vote em ninguém, não seja fã de canalha.


Continue lendo >>

19 de junho de 2009

Papel A Ser Cumprido

"(...) Tem um mundo nascendo, música é fundamental, e eu torço para a garotada fazer coisas novas, mas com as ferramentas que eles têm, e não fazendo um culto sessentista. Esta onda [Rolling] Stones, Beatles, eu não aguento mais, aquilo é a Coca-Cola da Coca-Cola. Acho que o cara tem que ser mané, tem que ser Garrincha (...). Talvez a Mallu Magalhães seja um exemplo disso, é meio alienada, e o futuro é a alienação, no sentido de buscar de dentro (...)".

Humberto Gessinger*: cantor, compositor, fundador da banda Engenheiros do Hawaii e atualmente tocando o projeto Pouca Vogal. Baixe gratuitamente o EP do duo em seu site oficial.



*
Texto extraído da entrevista concedida à revista Rolling Stone Brasil, edição de abril de 2009.

Continue lendo >>

16 de junho de 2009

Suingue Semelhante

Um amigo músico, contrabaixista e arranjador, há muitos anos atrás me disse o seguinte: "Bicho, cê já notou que a música Acelerou, do Djavan, tem uma linha de baixo parecidíssima com 'aquele' teu som?". À época ele estava se referindo à Altivamente A Todo Vapor, composição de minha autoria que faz parte da coletânea Festvilla 3, lançada pela FUNARJ em parceria com a Escola de Música Villa-Lobos em 1998.

Me lembrei desse fato ao ouvir no rádio, recentemente, a tal gravação do outro artista - que levou o colega a fazer a comparação -, e é curiosa a observação, pois o famoso cantor e compositor foi presenteado com o C.D. do festival estudantil (que contém Altivamente..., faixa 4) praticamente 1 ano antes de Acelerou ser gravada e incluída como faixa bônus do álbum Djavan Ao Vivo (lançado só em 1999).

Outras pessoas também me alertaram quanto à semelhança, que realmente lembra bastante. Creio que seja apenas uma coincidência ou um clichê musical como tantos outros que ouve-se por aí - o que não necessariamente caracteriza plágio -, ainda mais se tratando de canções que utilizam estruturas harmônicas e rítmicas que remetem ao funk-soul-rap.


Continue lendo >>

15 de junho de 2009

Você Sabia...?

Você sabia que Happy Birthday To You - conhecida no Brasil como Parabéns A Você - originalmente era uma canção infantil que se chamava Good Morning To All? A música foi composta pelas irmãs norte-americanas Mildred Jane e Patty Smith Hill - melodia e letra respectivamente -, em 1893, com o intuito de divertir os alunos de um jardim de infância onde elas davam aula. Anos depois as professoras resolveram alterar a letra e mudar o título da obra, que tornou-se popular no mundo inteiro. A versão em português surgiu em 1942 após um concurso promovido pela Gravadora Continental cuja vencedora foi a dona de casa Bertha Celeste Homem de Mello, que assina a co-autoria utilizando o pseudônimo Léa Magalhães.


Continue lendo >>

11 de junho de 2009

Planeta Música

A palavra de ordem é groovalização! Seguindo a cartilha do doutor funkenstein George Clinton, que determina: "uma nação ao som de um ritmo" (one nation under a groove), a super antenada rádio virtual Groovalizacion.Com trabalha com a proposta de "abrir uma porta para novos sons que representam a vanguarda da música atual e diversa, da realidade social e cultural do século XXI".

Um dos D.J.s que participam do projeto é o mano Cheech, que comanda um podcast mensal onde toca música brasileira, revela novos artistas e bandas (entre eles, SUPRA Vida) e também há espaço para entrevistas. Sintonize já!


Continue lendo >>

9 de junho de 2009

As Crianças Cresceram

Antigamente, nos tempos idos de moleque, minha predileção por leitura de quadrinhos era focada 90% em aventuras de super heróis, uma vez ou outra eu fechava aquelas páginas repletas de garras de adamantium, teias de aranha, cintos de utilidade e homens de aço pra dar uma conferida no que uma molecada sem super poderes - mas muito travessa - andava aprontando.

Quem é criança um dia cresce e foi o que "aconteceu" com a Luluzinha, com a Mônica e suas respectivas turmas, que agora praticam esportes radicais, curtem bandas de rock, vestem roupas da última moda, navegam na internet e têm até blog. Os personagens criados por Marjorie Henderson Buell e Maurício de Sousa "tomaram" vitamina de mangá* e se atualizaram para acompanhar as tendências de mercado. Em Luluzinha Teen & Sua Turma Bolinha não é mais gordinho, largou o violino e toca guitarra; e em Turma da Mônica Jovem Cascão toma banho de vez em quando e é um tremendo esqueitista.

*Tipo de traço característico dos desenhos japoneses, onde os olhos costumam ser grandes e o nariz minúsculo.


Continue lendo >>

1 de junho de 2009

Santuário

A tristeza vaga é um sentimento tão... lastimoso que é capaz de fazer a pessoa compenetrar-se em seus pensamentos e tentar achar a razão para tal desalento. Sei lá! Intimamente, lamenta-se pela partida (sem retono) de amigos que gozavam de plena mocidade - gente que se foi repentinamente, não dando tempo de, ao menos, um abraço. Ou deito na cama e me ponho a imaginar das rotas que segui, dos cidadãos que conheci, das experiências que adquiri. O que esperar do amanhã, mansidão ou afã? O que se espera de verdade, frustração ou oportunidade? Às vezes a companhia que se tem é a solidão, por não haver compreensão. Mas, de vez em quando depara-se com a arrogância, por haver ignorância. A massa cinzenta também sempre se lembra que a vida não é um muro das lamentações, a santidade pode ser encontrada em justas ações. Ao pedir e se curvar, o que antes era travas tende a clarear.

Acredito piamente que a revolução do âmago de cada um tem início no dormitório de um lar. Zelar pelo querido lugar recôndito é uma maneira recomendável de se organizar para abraçar os ideiais e trabalhar em si a imagem de alguém bem-aventurado - aquele que futuramente irá tomar importantes decisões fora de casa. Uma história de sucesso começa a ser escrita dentro do próprio quarto - refúgio de todas as noites, berço de todas as manhãs -, e sendo esse um local sagrado, requer cuidados para permanecer constantemente arrumado, assim eu quero dividir o planeta com você e com o vizinho ao lado.

A minha (p)arte eu fiz (você não sabe o duro que dei), então sou um digno merecedor das prerrogativas de um rei: mesa posta, eis a seia, a seguir barriga cheia; já satisfeito, sigo rumo ao leito; a melancolia cedeu espaço ao bom humor, que me faz entoar... a canção do meu amor.

Foto: O Quarto, de Vincent Van Gogh (reprodução do quadro).


Continue lendo >>

O Poeta Operário


Leia o blog em versão Feed!

  © 2010 - Nobio Da Paz Produções Musicais / Template: D.B.