
"Se não soubermos a história da África, ficamos órfãos de uma parte da nossa própria história, uma parte da nossa formação que é muito importante (...). Um país democrático é aquele onde se executa a vontade da maioria, preservando os direitos das minorias e dando às minorias o direito de se organizarem para aspirarem a se transformar em maioria. A essência do regime democrático é o respeito pelo outro (...)."
Alberto da Costa e Silva (Embaixador, africanólogo e membro da
Academia Brasileira de Letras). Fonte:
Jornal Batucadas Brasileiras.
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Refletir sobre as ações afirmativas é ter a consciência de que as desigualdades e as injustiças podem ser combatidas por meio da educação e do saber, a fim de elevar o nível de pensamento no tocante a questões raciais no Brasil.
A Lei 10.639 determina que a História da África seja matéria obrigatória na grade do ensino fundamental, o que é um alento, pois tradicionalmente as escolas brasileiras sempre se concentraram em estudos eurocêntricos (a Europa como centro) e ao longo do tempo criou-se no imaginário o povo um modelo claramente europeísta, hoje fortemente propagado pela televisão.
Se o país é miscigenado por natureza - graças a mistura de negros, brancos e índios -, não faz sentido um indivíduo comportar-se como se em suas veias corresse sangue "ariano" ou "viking" e dispensar um tratamento discriminatório àqueles de pele notadamente escura. Abaixo o preconceito racial!
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"(...) A Constituição Brasileira, em seu Artigo 23, X, enseja a possibilidade de se adotarem políticas públicas para a população negra: é competência comum da união, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios 'combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos'. (...) A sociedade brasileira não tem propriamente uma tradição meritocrática. A discriminação racial tem, aqui como em outros países, a função básica de sustentar uma reserva de mercado para os setores mais favorecidos, assegurando-lhes as melhores posições em todas as áreas (...). "
Zulu Araújo (Presidente da
Fundação Cultural Palmares –
Ministério da Cultura). Fonte:
Revista Espaço Acadêmico.
20 DE NOVEMBRO: DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
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