"Navegue por seus sonhos, mas tenha um porto seguro. Finque suas raízes em solo fértil que lhe garanta bons frutos no futuro." - G. Nobio.

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17 de maio de 2010

Alto-Falante Planetário

O hábito de apreciar o longplay de um(a) determinado(a) cantor(a) ou banda - quando outrora um promissor mercado fonográfico lucrava com a venda de milhões de cópias de discos de vinil - já foi mais contemplativo e romântico, mas a partir do surgimento da internet comercial (de uso irrestrito) e com a popularização do download, o conceito "álbum" começou a entrar em declínio e a maneira como se consome música vem mudando conforme os avanços tecnológicos. Até hoje tenho o costume de ouvir álbuns inteiros e prestar atenção em cada faixa, além de ler atentamente o encarte contendo letras e informações técnicas dos fonogramas - nunca fui um ouvinte meramente casual.

A verdade atual é: o comércio formal de CDs está enfraquecendo vertiginosamente devido à pirataria, e lojas do ramo estão fechando, já fecharam ou vão fechar as portas. A indústria aponta como culpada a rede mundial de computadores, o ambiente perfeito para a troca ilegal de arquivos - por ser um campo completamente virtual e fora de controle. Se a lei diz que é "proibida a reprodução, execução pública e locação desautorizadas" de obras audio-visuais, por que que desde mil novecentos e antigamente são fabricados e vendidos - em larga escala - gravadores (caseiros) de vários formatos de som e imagem (K-7, VHS, CD, DVD, etc.) a qualquer cidadão que queira adquirí-los?!!!

A meu ver, isso é um grande contra-senso que sempre estimulou a prática de copiar músicas e filmes indiscriminadamente, o que na era da internet ganhou proporções ainda maiores. Um artista estabelecido no mercado musical como o Moby é sincero ao dizer preferir que as pessoas "façam um download ilegal à possibilidade de elas não escutarem [sua música]", ou seja, ele tem a consciência de saber ganhar e perder diante dessa realidade, pois quem o consagra é o público.

O ciberespaço prova que a melhor plataforma de divulgação - para um músico expor a sua arte - são as redes sociais, que permitem trabalhar cada canção como se fosse um single (em formato mp3) e a interação com usuários de todos os gêneros (fãs de carteirinha, audiófilos, ouvintes casuais, etc.). É preciso dar liberdade de escolha a cada um a fim de democratizar, e não impor à força - por meio de marketing altamente agressivo - o que deve ou não ser ouvido/consumido.

O "disco" - conceitualmente falando, não a mídia física - morreu, agora quem seleciona o repertório é você (DJ de si mesmo) - de posse de um tocador portátil, um PC e... um clique! Como cantava Gonzaguinha, "quando eu soltar a minha voz por favor entenda" que o meu palco está montado sobre nuvens (rede de difusão e armazenagem de dados digitais) e a minha platéia é o mundo conectado.


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