"Navegue por seus sonhos, mas tenha um porto seguro. Finque suas raízes em solo fértil que lhe garanta bons frutos no futuro." - G. Nobio.

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22 de agosto de 2010

O Santo

Marcelo Maldonado Peixoto - também conhecido como Marcelo D2 - vem fazendo barulho no cenário musical há mais de 15 anos, seja lançando discos ou sendo manchete de jornal. Em 1993 fundou - junto com o amigo Luis Antônio Skunk - a banda Planet Hemp com a qual gravou três álbuns de estúdio e causou polêmica ao falar abertamente sobre maconha. Em 1997, D2 e os demais integrantes foram presos após um show em Brasília, sob alegação de apologia à droga. Com a repercussão da detenção dos músicos, o estopim foi aceso aumentando ainda mais a popularidade do vocalista carioca e seu grupo de rap-rock. Foram libertados graças a uma decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que encontrou erros técnicos no flagrante.

Ao longo de seis anos, os CDs Usuário (1995), Os Cães Ladram Mas A Caravana Ná Pára (1997), A Invasão do Sagaz Homem Fumaça (2000) e MTV Ao Vivo: Planet Hemp (2001) venderam tão bem que todos ganharam disco de ouro (numa época em que o mercado fonográfico não estava totalmente em crise). Paralelamente à banda, D2 lançou seu primeiro álbum solo - Eu Tiro É Onda (1997) -, que foi bem aceito no circuito alternativo de hip hop brasileiro. À Procura da Batida Perfeita - álbum produzido por Mario Caldato Jr. - foi lançado em 2003, no qual o artista apresentava músicas com um certo apelo pop , misturando rap com samba e conquistando espaço no mainstream. Em 2004 colocou isso em prática e ao vivo através do Acústico MTV: Marcelo D2 - colocando no mesmo palco músicos de samba, de jazz, de orquestra e de pop-rock.

Desde antes dessa época, D2 não esconde sua admiração por sambistas do quilate de João Nogueira e Bezerra Da Silva - além do universo da original batucada do Brasil -, tanto que em 2006 lançou um álbum cujo título é Meu Samba É Assim, que traz participações especiais de Alcione, Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz. A Arte do Barulho (2008) é o quarto álbum de estúdio do boêmio emecê, que mescla M.P.B., jazz e hip hop - trabalho este, cheio de convidados (da primeira à última faixa), entre eles, quatro vozes femininas.

Agora, a malandragem musical está mais presente do que nunca na vida do D2, pois ele acaba de produzir seu primeiro disco de releituras onde interpreta sambas imortalizados na voz do saudoso Bezerra Da Silva - pernambucano radicado no Rio e versado na mais pura filosofia da favela, com propriedade e bom humor. A capa (foto acima) faz referência ao álbum Eu Não Sou Santo (1990 - foto abaixo). No repertório das regravações estão: Candidato Caô Caô (também gravada pelo O Rappa, com participação do próprio Bezerra em 1994), Malandro É Malandro, Mané É Mané e Defunto Cagüete. Ouça: clique aqui!

Bezerra Da Silva - "Eu Não Sou Santo" (1990). Capa que inspirou "Marcelo D2 Canta Bezerra Da Silva" (2010 - foto no topo da postagem).


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