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28 de fevereiro de 2010

Mundo Encantador

James Cameron é um diretor de cinema ousado e criativo, seus projetos envolvem minuciosos trabalhos de pesquisa, logística estruturada e empenho hercúleo por parte da equipe de produção - algo que demanda tempo e cifras milionárias. O produto final, a obra cinematográfica, costuma ser sinônimo de sucesso e objeto de culto, tanto que O Exterminador do Futuro 1 e 2 (1984 / 1991, respectivamente) e Aliens - O Resgate (1986) - seqüência de Alien - O Oitavo Passageiro, de 1979, dirigido por Ridley Scott - são filmes adorados pela maioria dos fãs de ficção científica. Embora seja uma história de amor que se apóia sobre um fato marcante para narrar as aventuras de Jack e Rose a bordo do maior navio do início do século XX, Titanic (1997) lotou as salas de projeção, fez muita gente se emocionar e chorar diante do romance e do inevitável naufrágio após o "palácio flutuante" chocar-se contra um iceberg; graças a esses "ingredientes" arrecadou mais de 1.843.200,00 dólares em bilheteria.

Curiosamente, tal recorde só foi batido recentemente por um novo longa-metragem - não menos encantador - também dirigido por Cameron, Avatar (2009) - obteve o lucro de 1.858.600,00 dólares até o momento dessa postagem (há rumores de que já tenha passado dos 2 bi). Estou simplesmente fascinado pelo fantástico mundo dos Na`vi (nativos de pele azul da lua Pandora), que tem seu habitat invadido por gananciosos seres humanos (militares e cientistas) interessados num precioso minério escondido no coração da floresta pandoriana. A guerra é deflagrada a partir do momento que os azulões de olhos amarelados descobrem que foram traídos e que seu santuário está ameaçado.

O roteiro de Avatar é bem semelhante àqueles que todo mundo já conhece de outras películas, mas o universo criado por J.C. atrai o espectador devido ao seu esplendoroso visual cheio de cores e magia. Cada um interpreta de uma maneira, mas o que eu achei interessante foi a alusão às tropas americanas instaladas no Iraque - responsáveis por inúmeras ações desastrosas e morte de civis inocentes - e o cunho ecológico da trama.


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17 de fevereiro de 2010

O Último Malandro

Falar filosoficamente da favela de forma legítima e com conhecimento de causa não é para qualquer um; relatar as amarguras de um povo sofrido com bom humor ou fazer críticas sociais com um ponto de vista esperto e inteligente era tarefa fácil para uma das figuras mais autênticas da música brasileira: Bezerra da Silva, o último malandro. Dono de estilo inconfundível, cantava o morro de maneira tão natural que parecia um verdadeiro malandro carioca do Rio antigo (embora fosse pernambucano), vinha da linhagem de outro Da Silva, o saudoso Moreira (o velho Morengueira). Sua sagacidade sambista serviu de inspiração para a geração seguinte, de Zeca Pagodinho a Marcelo D2, do pagode ao hip hop.

Mestre Bezerra
provou e comprovou sua versatilidade, imprimiu sua marca, criou bordões, foi tema de documentário, gravou até o fim da vida músicas de compositores-operários – responsáveis pela maioria dos seus sucessos –, ganhou respeito e admiração da turma do pop/rock, mas nunca recebeu da indústria musical o devido valor e tratamento de estrela de primeira grandeza, pois sempre foi encarado como um artista folclórico e engraçado, era muito mais que isso – pra mim é tão importante quanto um Frank Sinatra, um Tom Jobim, etc. O homem se foi, mas sua obra é imortal e parte essencial dela está presente na coletânea O Partido-Alto do Samba (2004), C.D. de 14 faixas com o melhor da malandragem musical do grande Bezerra, que cobre o período de 1981 (Asa À Cobra) a 1992 (Garrafada do Norte).

Todas as músicas passaram por um processo de remasterização através do
Digital Mastering Solutions. Destaques para Partideiro Indigesto (pede respeito ao samba e ao sambista do morro), Malandro Rife (exalta o malandro cabeça feita), Candidato Caô Caô (esculacha o político safado; foi regravada pela banda O Rappa com participação dele fazendo um rep), Malandragem Dá Um Tempo (fala de entorpecente; foi regravada pela banda Barão Vermelho), Se Não Fosse O Samba (fala de preconceito em relação ao favelado) e Eu Sou Favela (defende o lugar de origem). Bezerra da Silva, este sim, é a verdadeira voz da favela. Aí tá certíssimo! Malandro é malandro, mané é mané.


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9 de fevereiro de 2010

Para Sempre...

O conceito do termo SUPRA Vida - que significa "sou um poeta relatando a vida" - começou a povoar a minha mente no ano de 2003, durante o percurso de ida e vinda diariamente pela Ponte Rio-Niterói. Filosoficamente, diz respeito ao questionamento dos princípios gerais da existência e as relações entre todas as coisas. Consciente disso, passei a adotar o bordão SUPRA Vida para sempre... como lema. O fato de canalizar as minhas impressões sobre o mundo através da música deu origem ao projeto S.U.P.R.A. Vida Secular!, em 2004, época em que gravei Vacilante Que Pensa Que É Gigante (ou Samba do Vacilante), canção que discute o comportamento vil do homem e os valores pregados por ele.

Ao longo da história, a humanidade é responsável por grandes feitos e descobertas assim como atos de perversão e genocídio, a reflexão sobre os acontecimentos relevantes ou corriqueiros é antes de mais nada um momento de serenidade que permite calcular a influência positiva ou negativa de tudo que me cerca, é daí que vem a inspiração. Em 2005, o S.V.S.! surge oficialmente em disco (100% independente) ao lançar o c.d.-single Compacto Simples (Mente) com duas faixas originais: Vacilante... e O Grande Espetáculo (veiculadas tempos atrás em estação de rádio no Brasil e nos Estados Unidos).

Cinco anos depois desse lançamento, me lembro como foi penoso o processo de produção, eu praticamente tirei leite de pedra e gastei pouco mais de R$ 600,00 (isso sem falar da importante ajuda do camarada Bruno Marcus).


Obs.: Compacto Simples (Mente) teve uma tiragem limitada de 50 cópias e sua distribuição e divulgação teve ênfase junto às gravadoras, rádios, músicos e produtores. Hoje, é uma "relíquia". Em 2008, S.V.S.! lançou, apenas na internet, o álbum Ritmada Eloqüência Poética (Vol. I: EP), disponível para download gratuito.

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3 de fevereiro de 2010

Tudo Que Vai, Volta!

Sobre o físico inglês Isaac Newton (1643 - 1727) - que formulou a lei da gravidade - é preciso exclarecer: ele JAMAIS "teve um estalo genial após uma maçã cair sobre sua cabeça". Segundo informações contidas no manuscrito* do amigo e biógrafo William Stukeley (1687 - 1765), os estudos de Newton começaram a partir da observação da fruta caindo perpendicularmente da macieira nos jardins de sua casa, que o levou a conluir que só uma força poderia atraí-la para a Terra.

Suas pesquisas foram feitas ao longo de vinte anos até conseguir publicar a notável obra Princípios Matemáticos da Filosofia Natural (conhecida como Principia), na qual ele explica os fundamentos da mecânica clássica como o princípio da ação e reação, o princípio da dinâmica e a lei da inércia.

Newton
, no século XVIII, já defendia a idéia de que todos os corpos do universo exercem atração entre si, argumento hoje sustentado pela gravitação dos planetas em torno do Sol e também pelos movimentos das marés ocasionados pela força da Lua sobre os oceanos. *Memórias da Vida de Sir Isaac Newton é um documento em poder da associação de cientistas ingleses Royal Society.


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O Poeta Operário


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