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31 de março de 2010

Atraente Competência

Antigamente pensava-se que bastaria ter competência, formação acadêmica e qualificação profissional para ocupar um lugar ao sol no mercado de trabalho. Hoje, além de tais atributos, se o candidato a uma vaga não investir em seu "capital erótico" corre o sério risco de ficar estagnado (ou desempregado). Em outras palavras, o que (também) conta é a aparência e destacar-se dos demais por meio do brilho natural. Bem..., pelo menos é o que diz especialista em sociologia, ou seja, um indivíduo atraente teria mais chances de êxito numa entrevista de emprego, na vida a dois ou até mesmo na carreira - devido à sua capacidade de persuasão.

Cuidar da imagem e ter carisma - independente do conceito de beleza - são características que enriquecem o marketing pessoal, mas, na minha opinião, usar o biotipo e a sensualidade como critérios de avaliação é segregar mão-de-obra - o que me leva a questionar os valores que certas empresas pregam por aí.

Há tempos o apelo sexual (sempre atrelado à boniteza) está em voga em nossa cultura moderna, partindo desse princípio faz sentido o estudo feito pela socióloga inglesa Catherine Hakim ao apontar o "capital erótico" como uma nova habilidade pessoal (os outros capitais são: cultural, econômico e social). Segundo ela, pessoas dotadas de alto poder de atração física e social na maioria das vezes são vistas como mais "honestas" e "competentes". Embora eu não me oponha ao belo, acredito que o culto ao corpo e às (falsas) aparências, em detrimento da verdadeira essência das coisas, pode levar a humanidade ao "emburrecimento" e à frustração.

A doutora ainda afirma que essa "qualidade" pode ser treinada se forem observados seis componentes!

> BELEZA: fotogenia, valorizando homens e mulheres de olhos grandes, lábios carnudos e pele bronzeada.
> ATRATIVIDADE SEXUAL: estilo, personalidade e corpo sensual, ou seja, o jeito como se fala, se articula e se movimenta.
> ATRATIVIDADE SOCIAL: graça, charme, cordialidade, atenção.
> VIVACIDADE: bom humor, energia social e condicionamento físico.
> APRESENTAÇÃO: o modo de se vestir - com coerência e bom gosto.
> SEXUALIDADE: definição particular e não há relação com a libido, abrange a competência sexual, imaginação erótica, etc.

Foto da escultura: Discóbolo, de Myron.

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9 de março de 2010

Gigante Pela Própria Natureza

Nome: Egberto Gismonti (nascido em 05/12/1947). Profissão: músico (multi-instrumentista), arranjador, compositor e intérprete. É considerado um dos artistas mais virtuosos da música instrumental mundial. O interesse pelo choro (gênero musical popular genuinamente brasileiro) o conduziu para o estudo do violão de oito cordas e a flauta. A tecnologia despertou sua curiosidade pelos sintetizadores. O folclore e as raízes tupiniquins motivaram suas intensas pesquisas pela música indígena do Brasil.

Lançou o primeiro álbum - Egberto Gismonti - em 1969 e de lá pra cá gravou dezenas de trabalhos sempre trilhando uma carreira sólida e respeitada, tendo colaborado com outros músicos do quilate de Hermeto Pascoal, Charlie Haden, Jaques Morelenbaum e Naná Vasconcelos. Parte da genialidade de sua obra está presente em Antologia (2003), compilação em dois CDs (com 34 faixas) organizada por Charles Gavin - ex-baterista da banda Titãs. Destaques: "Nó Caipira" (fx. 02, disco 02), "Frevo" (fx. 05, disco 02), "Frevo Rasgado" (fx. 07, disco 02), "Palácio de Pinturas" (fx. 07, disco 01), "Jardim de Prazeres" (fx. 08, disco 01), "Baião do Acordar" (fx. 11, disco 01).

Bem antes de muita gente de hoje que pensa fazer a música mais moderna e legal do mundo, em nosso país Gismonti já flertava com efeitos eletrônicos, synth programming, climas etéreos, dodecafonismo e sonoridade progressiva (na década de 1970). Atualmente ele é um dos poucos artistas brasileiros dono de todo o seu acervo fonográfico. Curiosidade: E.G. foi homenageado por mim na letra de "O Grande Espetáculo".


Ouça também o álbum duplo Saudações, lançado em 2009.


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5 de março de 2010

O Camundongo

Ter a ousadia de mixar as vozes e vocais do Black Album - do Jay-Z - às bases instrumentais do White Album - dos Beatles - e transformar tudo em uma obra alternativa e inusitada chamada Grey Album (pirata que circula na rede) é algo que só um exímio manipulador de sons poderia fazer de maneira admirável - uma espécie de... rato de estúdio. O nome de batismo do "roedor" é Brian Burton, mais conhecido como Danger Mouse: músico, produtor e DJ. Ele é o tipo de artista que tem toque de Midas, pois onde coloca as mãos vira "ouro", ou seja, o que ele produz repercute no cenário pop mesmo que não atinja estrondoso sucesso comercial.

Com Damon Albarn foi responsável pela produção do álbum Demon Days - do projeto Gorillaz - e junto ao cantor Cee-Lo - seu parceiro no Gnarls Barkley - compôs o hit "Crazy (Last Men Standing)", além de somar forças ao repeador da máscara de ferro M.F. Doom no Dangerdoom e com a banda Sparklehorse no álbum Dark Night Of The Soul (este, repleto de convidados). O camundongo da indústria fonográfica - que transita entre o mainstream e o underground - não pára de criar e dessa vez aliou-se a James Mercer (vocalista do grupo The Shins) desenvolvendo um novo projeto chamado Broken Bells.

Burton (sintetizadores, baixo e bateria) e Mercer (voz e violão) bem que tentaram manter segredo em torno do repertório, mas não por muito tempo. A verdade é que o álbum de estréia - Broken Bells (2010) - é composto por 11 faixas e todas já vazaram na internet. O som do duo pode ser classificado como... indie-soft-rock-pop-retrô e as influências são as mais variadas possíveis (dentro desse contexto), do folk ao easy listening. É importante destacar também a beleza das melodias e os arranjos de cordas que adornam algumas canções, teclados de timbres sessentistas e programações eletrônicas sutis. Assista ao vídeo clipe do primeiro single "The High Road".


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4 de março de 2010

Ponte Pres. Costa E Silva

Visando a ligação entre dois centros urbanos vizinhos, separados pela Baía de Guanabara, o projeto para a construção de uma ponte começou a ser concebido em 1875. Mas, somente no século XX, em 1963 foi criado um grupo de trabalho para estudar a realização das obras de uma via rodoviária suspensa. Em 1965 formou-se uma comissão executiva para definir a concretização do tal projeto. Um decreto foi assinado em 23/08/1968, pelo então Presidente Costa e Silva, autorizando a construção de fato que teve início em janeiro de 1969.

No dia 04/03/1974 foi inaugurada a Ponte Rio-Niterói com extensão total de 13,29 km (dos quais 8,83 km são sobre a água). Seu ponto mais alto possui 72 m (o vão central). É considerada a maior ponte do hemisfério sul em concreto protendido e atualmente é a sexta maior ponte do mundo (na época em que foi concluída era a segunda). A estrutura em aço foi fabricada na Inglaterra em módulos, que chegaram ao Brasil através de navios.

A Ponte faz parte da vida cotidiana de todos aqueles que vivem na região metropolitana do Rio de Janeiro. É motivo de orgulho para muitos brasileiros devido à sua imponência arquitetônica, além de inspirar compositores musicais. Ouça "Via Ponte Rio-Niterói" - Potente Durâmen <a href="http://potenteduramen.bandcamp.com/track/via-ponte-rio-niteroi">Via Ponte Rio-Niterói by POTENTE DURÂMEN</a>



Fonte: Wikipédia.

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O Poeta Operário


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